Posts Tagged ‘Blue List 2009’

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Utrecht

janeiro 18, 2010

Quando se fala na Holanda, ou mais correto “Países Baixos”, sempre vem a cabeça Amsterdam entre outras coisas como prostitutas, drogas e canais. Certamente Amsterdam é uma cidade fantástica e deveria estar na lista de qualquer um e é exatamente por ser um destino relativamente óbvio que eu resolvi falar pouco de Amsterdam e mais de uma pequena cidade ao sul.
Utrecht é o nome de uma província ao sul de Amsterdam, menos de 1 hora de trem, e também a principal cidade. A cidade de Utrecht é uma das mais antigas da Holanda, não que você perceba isso quando desce do trem e se encontra no labirinto que é o Hoog Catharijne shopping centre. O local é imenso e é colado a estação. Mas se conseguir evitá-lo na saída, ou mesmo se for bravo o suficiente para passar por todos os corredores até a saída, o que encontrará é uma bela e vívida cidade. Com apenas 282,000 habitantes, o centro histórico é cercado por um belo canal que data do século 13. Os canais, bem abaixo do nível das ruas,  são únicos no mundo com tal característica, e as ruas ao redor fervem com diversas lojas, bares, restaurantes e cafés.
Um fato que colabora para tornar a visita a Utrecht ainda mais prazerosa é que todos os principais pontos de turismo estão a menos de 10 minutos um do outro, na base da caminhada. Logo com 2 ou 3 horas você pode facilmente andar pela área ao redor da catedral (Domtoren), dos canais e ainda arrumar tempo para uma visita ao museu.

Lugares
A catedral Domtoren, finalizada no século 14, é o ponto de referência máximo na cidade. A torre de 112 metros pode ser vista praticamente de qualquer lugar. A subida ao topo é difícil mas vale pela vista que se tem da cidade e, em um dia claro, pode-se ver Amsterdam ao longe. Repare bem nos ornamentos da catedral, alguns deles levaram até 300 anos para serem concluídos.  Atrás da igreja está uma das áreas mais charmosas da cidade: o Kloostergang, um jardim monástico e refúgio para milhares de pombos e alguns viciados em drogas.
Os canais são, certamente, cenas de muitos álbuns de casamento.  Durante o dia centenas de pessoas sentam nos cafés nas ruas acima do canal assim como as margens do mesmo, um pouco mais abaixo. Durante a noite a esparsa iluminação e a agitação dos bares oferece um ambiente perfeito, e até parece que o lugar é um grande e único bar. Mais ao sul é onde o canal tem ares mais evocativos, as ruas são tranquilas e há quase um certo silêncio ao redor, difícil de imaginar considerando que ainda é o centro da cidade.
Aos interessados em artes e exibições Utrecht tem 14 museus, alguns muito bons outros um tanto peculiares. O Museum het Catharijneconvent tem uma das mais renomadas coleções de arte sacra medieval da Holanda, recontando virtualmente toda a história do cristianismo. O Centraal Museum e o Universiteitsmuseum são outras boas opções.

Roteiro
Possivelmente todo mundo que visita a Holanda está indo para Amsterdam e, dificilmente, alguém iria somente para Utrecht, além disso o país é pequeno e tem uma malha ferroviária eficiente. Então, como já foi elucidado os prós de Utrecht, segue uma idéia de roteiro que deve agradar – combinando o básico com alguns extras que valem ser conferidos.
Caso tenha voado para Amsterdam, então comece por ela e termine em Utrecht. Se voou para qualquer outro lugar ao sul, então comece por Utrecht, siga para Amsterdam e termine em Rotterdam.  Uma semana ou talvez um pouco mais devem bastar.
Se puder escolher, visite a Holanda em abril ou maio, a estação das tulipas. Em Amsterdam alugue uma bicicleta e explore a cidade – em especial o bairro Jordaan. Se possível faça também um passeio pelos canais e evidentemente não deixe de ir ao “Red Light District” e parar no meio do caminho em um coffeeshop para um cigarro.

Depois de Amsterdam siga para Haarlem, dê uma volta pela cidade, talvez uma visita ao Frans Hals Museum e não deixe de ir até os jardins de Keukenhof, especialmente entre abril e maio para visualizar a inacreditável profusão de cores – sim, das tulipas. Passe um dia na antiga Leiden, e depois siga para Den Haag ou vá direto para Rotterdam e aproveite a agitação da cidade. Rotterdam também serve como base para uma visita aos famosos moinhos de Kinderdijk. Daí é voltar para Amsterdam, ou caso ainda não tenha tido a chance de passar por Utrecht essa é a hora.

Não esqueça
– Uma jaqueta razoável e um cachecol. Acredite, as noites podem ser um pouco frias.
– Mente aberta para drogas, sexo e a honestidade quase ingênua do holandês.
– Relembre os velhos hinos dos anos 80. Sim, vá para as piores músicas e divirta-se porque é impossível escapar desse som nessas terras.
– Reflexos rápidos para evitar ciclistas; lembre-se que a calçada é para os pedestres – e não, não tem desculpa para andar na rua.
– Não deixe Utrecht sem conhecer o Broers Stadscafe na rua Korte Jansstraat. O lugar tem uma atmosfera fantástica e vale tomar um café da manhã ou mesmo almoçar por lá. Tente tirar os olhos das garçonetes enquanto come: impossível!!!

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Newcastle-upon-Tyne (Geordieland)

janeiro 10, 2010

Distante de Londres e dos campos verdes do sul da Inglaterra, o nordeste inglês sempre foi a fronteira do país, imerso em suas próprias paixões, sentimento de independência e  uma sensação de isolamento do resto da ilha. A história da região foi sempre muito complicada, desde os romanos e a construção da muralha de Hadrian (que serviu de fronteira do império por cerca de 300 anos) até a industrialização pesada da região.
Embora o progresso industrial tenha cessado e os tempos de mineração chegado ao fim, as cidades da região continuam muito vivas, e nenhuma mais do que Newcastle, um dos centros urbanos mais dinâmicos da Inglaterra. Newcastle é uma cidade moderna e antenada com o futuro, embora algumas décadas atrás isso seria impensável, após a queda das indústrias de carvão a cidade cambaleou bastante até chegar onde está. A vida noturna é impressionante, com seus diversos restaurantes servindo os mais variados tipos de comida a pubs e boates que não deixam muito a desejar quando comparados com os da capital Londres, e com a vantagem de ter um preço muito mais acessível – para os padrões ingleses. Durante o dia a cidade também ferve com suas galerias de arte, museus e mercados – mas esteja sempre preparado para o vento e a chuva em qualquer época do ano.

É impossível falar de Newcastle e não enfatizar a vida noturna. Milhares de pessoas visitam a cidade na sexta e se mandam no domingo exaustos após muitas baladas e bebedeiras. É impressionante o número de pessoas que vão a cidade para suas despedidas de solteiro, espere ver cenas perturbadoras (e hilárias) no decorrer da noite. Apesar de sua sofisticação, Newcastle é sinônimo de baladas alucinantes e extrema diversão.

Geordieland

Geordies (como são conhecidos os “locais”) nutrem um forte sentimento de independência e são unidos tanto por sua dura história quanto pelo complexo dialeto – o mais próximo do inglês arcaico. São também os mais amigáveis das terras da rainha.
A cidade de Newcastle, a capital da região, é dividida pelo rio Tyne, e embora pareça uma coisa só, ao sul do rio é a cidade de Gateshead – enquanto ao norte é Newcastle propriamente dito. As maiores atrações locais estão nas margens do rio Tyne, desde as famosas pontes (Tyne bridges) até os modernos museu de arte contemporânea Baltic do outro lado do rio (Gateshead) e a peculiar casa de shows Sage. Voltando a Newcastle vale a pena visitar o castelo que deu nome a cidade, porém não espere muito já que boa parte foi “engolida” pela estação de trem e o que restou é apenas uma pequena parte do que foi em outras épocas. O centro da cidade, em estilo vitoriano, é de uma elegância só. É impossível não ficar vislumbrado ao dar uma volta pela “Grey St” a via principal da cidade e eleita uma das mais belas da Inglaterra. A Laing Art Gallery e o Life Science Centre podem ser boas visitas caso exista algum interesse por arte e ciência como o nome sugere.

Outros passeios interessantes nas cercanias da cidade são:
Angel of the North: uma das obras de arte mais frequentemente vista no mundo é a estátua do “Anjo do Norte”. Essa estátua de 200 toneladas e 20 metros de altura na forma de um humanóide com asas fica localizada numa colina ao lado de uma das principais rodovias do país – é simplesmente impossível não avistá-la. Para chegar até lá basta pegar o ônibus 723 ou 724 a partir de Eldon Sq ou 21, 21A e 21B da Pilgrim St.
Durham: tipicamente inglesa, essa pequena cidade tem poucos mas singulares encantos. Uma das melhores coisas é chegar bem cedo, descer a rua da estação e avistar uma das mais belas catedrais inglesas no topo da colina, ao lado do rio que cruza a cidade. A catedral é uma obra de arte arquitetônica por si só, no alto da cidade ao lado de um grande castelo e cercada de estreitas alamedas cheia de estudantes de uma das mais conceituadas universidades da região. É um passeio que ocupa metade de um dia, é barato e vale a pena.
Hadrian´s Wall: a construção romana mais famosa no Reino Unido foi levada adiante no ano de 122 DC pelos romanos para manter os bárbaros distantes das terras civilizadas, ou pelo menos é o que eles pensavam estar fazendo. Na verdade a muralha é mais uma marca fronteiriça que parte de uma impenetrável defesa, já que um ataque concentrado em qualquer ponto dela poderia certamente ser bem sucedido em trespassá-la.  Seja qual for a razão, a muralha se estende por mais de 100kms e é um impressionante testamento da ambição do império Romano. Uma boa dica é fazer um tour a partir de Newcastle, pegue o ônibus 602 para Hexham e a partir dali o ônibus AD122 (!) que faz todo o percurso da muralha, tudo pode ser arranjado no centro de informação ao turista.

Baladas!

Bom, infelizmente não há muito mais a se fazer na região, mas quando a noite chega é que Newcastle mostra sua face mais interessante. Casas noturnas estão em todos os cantos, dentre as mais famosas estão Digital, Foundation e World Headquarters. Mas minha favorita é certamente Madame Koo, próxima da estação de trem, oferece um bom mix de música pop e rock e boa parte dos frequentadores fazem parte da população local – além do fato de que, aparentemente, o lugar está livre das despedidas de solteiro, ou pelo menos de boa parte delas. Seja qual for sua opção, tenha certeza que a noite vai ser suja e selvagem, e você vai adorar cada momento dela. Não importa o quão frio esteja, pode tirar sua camiseta (manga curta) da mala e ir com ela para a balada, como todo os demais – um vestido curto para as garotas deve resolver.

Notas

Para quem gosta de natureza e parques, vale uma visita a maior área verde da Inglaterra: o parque nacional de Northumberland. Uma boa forma de chegar até lá é pegando o ônibus de Newcastle até Otterburn.
O sotaque da região (assim conhecido como Geordie) é um dos mais difícies da língua inglesa. Provavelmente você pedirá as pessoas que repitam o que disseram mais de uma vez e, possivelmente, não entender tudo ao final – ainda que tenham lhe dito umas três vezes a mesma coisa.
Newcastle é Newcastle e Gateshead é Gateshead. Tente conter o impulso de se referir ao lugar como uma coisa só, especialmente na companhia de pessoas de Gateshead. De qualquer forma, é improvável que vá entendê-los mesmo (eu tive sérias dificuldades).
– A semelhança da ponte Tyne (Tyne Bridge) com a ponte de Sydney (Sydney Harbour Bridge) não é coincidência, já que o design dela foi baseado na ponte australiana. Um fato curioso é que nas fundações da ponte há uma das maiores colônias de gaivotas do mundo (fora de seu habitat natural). Essas gaivotas costumam ter seus ninhos em desfiladeiros, mas a maneira como as fundações de granito da ponte estão dispostas providenciaram um excelente substituto – atenção redobrada ao passar por baixo da ponte, o número de gaivotas sobrevoando a área é absurdo e elas não parecem estar particularmente preocupadas em fazer suas necessidades em pontos específicos do trajeto.

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Munique e a Oktoberfest

janeiro 6, 2010

AlemanhaMunique é onde tudo acontece na Bavaria (Alemanha), e a capital da região com seus mais de 1.25 milhões de habitantes. A cidade é certamente o ponto de partida para qualquer viagem pela região e espere encontrar todas as coisas relacionadas ao estereótipo do alemão, de homens vestindo lederhosen nas ruas a bandas de oompah tocando aqui e ali, além claro dos mais belos castelos na Europa. Se a viagem foi programada para coincidir com a Oktoberfest (meio de setembro até o primeiro final de semana de outubro) então multiplique tudo por dois e prepare-se para as hordas de turistas.

Munique sozinha deveria receber a atenção do visitante por pelo menos três dias, mas ainda que se gaste uma semana na cidade este será, por certo, tempo bem empreendido. O sistema de transporte é super eficiente e o levará a qualquer canto em pouquíssimo tempo, e embora seja relativamente caro é extremamente preciso, e a compra de um cartão para uso ilimitado por um dia pode ser uma grande vantagem.  Há ainda outras formas econômicas como uma espécie de cartão que lhe permite viajar um determinado número de vezes no tempo que lhe for conveniente (minha escolha, e altamente recomendado dependendo de onde se está hospedado ou do que se pretende fazer).

Destaques
Uma visita a Munique não estaria completa sem a apreciação de alguns de seus cartões postais. Felizmente a maioria está concentrada na área central da cidade, e provavelmente em um dia é possível visitar a maior parte dos locais enquanto caminhando pelo centro. Dentre os mais interessantes está o imenso Residenz com mais de 500 anos de história arquitetônica e morada dos governantes da Bavaria de 1385 a 1918. Para apreciadores de história, ao lado do palácio está o Residenzmuseum com mais de 100 salas e um incontável número de tesouros e obras de arte.
Mais ao noroeste do centro, está o Schloss Nymphenburg (bonde número 17 a partir da estação central). O palácio era morada da família real no verão e sua construção data do século 17. O imenso parque ao redor merece uma longa caminhada e num dia ensolarado é uma experiência única. A cidade ainda possui diversas galerias de arte e museus para os mais variados gostos, pesquise as opções de acordo com seus interesses e verá que há um bom número delas.
Outra atração no verão é o Englischer Garten (oeste do centro). Nos meses do verão tomar um sol nu se torna a regra ao invés da exceção, e não é incomum avistar centenas de pessoas nuas tomando sol num dia qualquer da semana. De qualquer forma o local também vale uma visita ainda que somente para algumas cervejas. E finalmente para uma vista panorâmica da cidade, vá direto para o Olympiaturm (torre) no parque olímpico. A torre tem 290 metros de altura e em um dia claro dá para ter uma visão perfeita de toda a região, incluindo as montanhas.

Ao redor
Se está voando para Memmingen ao oeste de Munique, tente fazer uma parada em Ulm ao norte de Memmingen antes de ir rumo a Munique. Durante a semana pode ser uma boa idéia passar pelo menos uma noite, já que na cidade está uma das principais universidades da região e a vida noturna durante a semana é muito boa e barata – certamente um bom começo para quem está chegando. E não deixe de subir a torre da Ulmer Münster, a mais alta igreja da Europa, por seus 768 degraus para chegar ao topo com pouco mais de 150 metros de altura. A vista é fantástica.
Há ainda diversas pequenas cidades que merecem uma visita caso o tempo esteja ao seu lado, entre elas Wurzburg, Bamberg, Regensburg, Augsburg e Fussen. Caso não tenha tanto tempo em mãos, Fussen é um destino obrigatório, onde é possível apreciar os castelos de Neuschwanstein e Hohenschwangau – os principais cartões postais da Alemanha. Castelos que inspiraram gerações de escritores, entre eles Walt Disney (o castelo no parque da Disney é uma mera réplica de Neuschwanstein). O tour pela região sul da Bavaria (incluindo os castelos e um pouco mais) pode ser organizado em Munique por diversas operadoras de turismo, e custa em torno de 30 a 50 euros, leva um dia todo e vale cada centavo. É possível organizar o tour por conta própria já que há trens regulares para a região.

Cerveja
Beber uma cerveja não é só parte da diversão em Munique mas uma razão para se visitar o local. Pesquisas apontam que os alemães bebem em média 130 litros de cerveja por ano, mas os residentes de Munique bebem muito mais. Os locais costumam ser muito amigáveis com estrangeiros, espere ver copos de cerveja em todos os formatos imagináveis (tente levar um para casa) e comida barata. Além disso na maior parte dos “beer gardens” você pode levar sua própria comida. Alguns lugares recomendados são o Hirschau e o Augustiner Keller.

Oktoberfest
Reserve um momento de sua vida para esse incrível festival. A maioria dos visitantes retornam ano após ano, e não será mais uma surpresa depois de constatar isso com seus próprios olhos se você mesmo estiver prometendo um retorno no ano seguinte.
Milhares de pessoas vão a Munique nos 15 dias que antecedem o primeiro domingo de Outubro para o evento que acontece nos campos de Theresienwiese (alguns minutos ao sul da estação central). Acomodação nessa época é certamente um problema, os preços triplicam e hotéis e albergues estão lotados mesmo um ano antes do evento. A opção mais barata são os acampamentos, muitos dos quais providenciam barracas além de boas instalações, sendo o único incoveniente o fato de estarem localizados nos subúrbios da cidade. Nada que o eficiente transporte público não cubra, porém voltando bêbado no fim de noite e não tendo qualquer proficiência em alemão pode ser um grande problema. Tenha certeza de estar familiarizado com os trens e estações que o levarão até sua tão esperada cama, e faça a reserva com bastante antecedência.

Não é necessário, no entanto, fazer qualquer reserva para a Oktoberfest em si. A entrada é gratuita, porém algumas dicas úteis a saber:

Se está em um grupo de amigos, tenha certeza de chegar cedo ao local. Cervejas começam a ser vendidas as 11 da manhã, porém só são servidas aqueles que têm uma mesa. E, acredite, centenas de pessoas chegam as 8hs da manhã só para conseguir uma. Caso esteja em um pequeno grupo (2 ou 3 pessoas) opte por ir mais tarde (2 ou 3 da tarde) quando a maioria já está relativamente embriagada e a socialização simplificada (logo conseguir um lugar em uma mesa, ainda que só para pedir uma cerveja se torna uma tarefa demasiadamente simples).
Embora não seja cobrada a entrada, a cerveja (vendida a litro) custa de 7 a 10 euros. Deixe sempre alguma gorjeta para as garçonetes, pois elas tendem a voltar com frequência para mesas mais generosas. É comum deixar o troco, geralmente 1 ou 2 euros, por exemplo.
Não se engane, um ou dois litros vão lhe deixar provavelmente bêbado. A cerveja chega a ter 10% de álcool e uma boa idéia é pedir metade cerveja/metade limonada a partir de certo momento. Ajuda a manter um certo nível de hidratação também, minimizando a ressaca no dia seguinte.
Tente ficar dentro das tendas, a diversão é garantida com as bandas ao vivo e todo o pessoal dançando. Suba nas cadeiras, mas cuidado para não se empolgar demais e subir nas mesas. Este que escreve foi expulso de uma tenda por fazê-lo repetidamente ignorando alguns avisos.
Finalmente espere encontrar dezenas de pessoas, fazer muitos amigos de bebedeira e toda e qualquer educação ir por terra quando a noite chegar. Mas não se preocupe, a experiência é inesquecível e a camaradagem prevalece o tempo todo.
Um bom conselho é tentar fazer os passeios e tours antes de ir para a oktoberfest, pois é provável que uma vez que se tenha ido ao evento você queira dedicar todo o resto de sua estadia a ir novamente.

Oktoberfest Oktoberfest

Custos e dicas gerais
Voe barato para a região, a partir de cidades européias, contando com o aeroporto de Memmingen (Allgau). Ryanair tem vôos regulares a partir de Londres, Barcelona, Dublin, dentre outras. A pequena cidade localiza-se,porém, a 100 kms de Munique. Há serviços de ônibus direto do aeroporto que custam em torno de 15 euros por pessoa (metade do preço se reservado pela internet). Uma boa opção para grupos de viajantes é pegar um táxi até a estação de trem de Memmingem e de lá o trem para Munique. A viagem se torna mais rápida e mais barata.
– Cerveja Erdinger nos bares e restaurantes por volta de 3.50, não deixe de tomar Erdinger com Coca-Cola. Um pouco estranho no começo, mas viciante depois.
– Entre no espírito da Oktoberfest, compre seu Lederhosen. O original de qualidade chega a custar 300 euros, porém há uma versão barata e de razoável qualidade nas lojas C&A. Mas espere gastar uns 150 euros por essa versão. Vale pela diversão!