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A Importância de Viajar

junho 7, 2010

Muitas pessoas se perguntam qual o real valor de uma viagem. Para alguns é só uma maneira de descansar um pouco, ir para alguma praia, não fazer nada e passar o dia relaxando. Para outros é ficar em um hotel luxuoso, ver lugares distintos, ir as compras, etc. Mas uma das maneiras mais significativas de aproveitar uma viagem é entrar na cultura local, sair da rota dos turistas e ter acesso a diferente realidade das pessoas que vivem em determinado local.  Abaixo uma breve análise de cinco distintos escritores a respeito do valor de uma viagem e as diversas formas que isso pode mudar a mente e a vida das pessoas.

Mark Twain: “Daqui a vinte anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então solte as amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.
Um dos maiores escritores da América, amigo de presidentes e pessoas importantes de sua época, Twain escreveu sobre suas jornadas pela Europa e pelo Oriente-Médio nos best-sellers “Innocents Abroad (1869)” e “A Tramp Abroad (1880)”.
Twain capturou precisamente a importância de abrir sua mente em uma de suas citações mais famosas: “Viajar é letal para o preconceito, intolerância e mentes fechadas”.
Fato interessante é que Mark é muito conhecido por seus livros com as aventuras de Huckleberry Finn e Tom Sawyer, mas “Innocents Abroad” foi o livro mais vendido de toda sua obra.

Maya Angelou:  “Eu entendo que ser exposto a existência de outras línguas expande nossa percepção de que o mundo é povoado não apenas por pessoas que falam idiomas diferente umas das outras, mas cuja cultura e filosofia são completamente diferentes das nossas.
No livro “Wouldn´t Take Nothing for My Journey Now” a poetisa americana Maya Angelou cita que viajar é a esperança de que reconheçamos que todas as pessoas choram, riem, comem, preocupam-se e morrem.
Ela acreditava que se conseguissemos compartilhar essas experiências, estaríamos mais propícios a entender uns aos outros e talvez até nos tornarmos amigos. Quantas vezes você olhou ao redor em um café, bar ou parque em um país diferente e percebeu que isso é tão verdadeiro?

Margaret Mead: “O viajante que deixa seu lar é mais sábio do que aquele que nunca se aventura para além de casa, pois o conhecimento de uma outra cultura aperfeiçoa nossa habilidade em analisar com maior perspicácia, e apreciar, a nossa própria.”
Uma das grandes recompensas do viajante é desenvolver um entendimento muito maior de seu próprio lar ao se adaptar aos diferentes padrões e realidades de outras culturas.
Margaret Mead, antropologista americana conhecida por seu livro “Coming of Age in Samoa” nos lembra de que ao observarmos outras culturas de perto, nos tornamos capazes de aplicar esse mesmo nível de percepção e apreciação de nossas próprias raízes.

Samuel Johnson: “Cada nação tem algo peculiar em seus produtos, obras de arte, curas, agricultura, modos e sua política. O sábio viajante é aquele que leva para casa algo que pode beneficiar seu próprio país; que procura por deficiências ou circunstâncias sinistras que possibilitem a seus leitores comparar sua própria condição a de outros, a tentar melhorar sempre quando esta for pior, ou valorizá-la quando for melhor.”
Em 1760, numa coluna para o The Idler, o escritor inglês Samuel Johnson apontou uma das maiores recompensas de viajar: trazer um novo conhecimento de diferentes maneiras de viver de forma que beneficie seu próprio país. Numa escala menor, trazer algo que signifique algo para você e para aqueles ao seu redor.

Rosalia de Castro: “Eu vejo meu caminho mas eu não sei para onde ele me leva. E não saber onde estou indo é o que me inspira a viajar.
O melhor momento de viajar é sempre o “agora”. E mesmo se isso signifique que você não sabe para onde está indo, é não saber que torna as coisas mais excitantes. Não importa quais sejam seus planos, ou roteiros, a única certeza é que em uma jornada haverão muitos momentos completamente imprevisíveis. Rosalia de Castro, poeta e escritora galícia, acreditava que o caminho para o desconhecido é o que nos inspira. Afinal de contas, se você não está certo de onde está tentando chegar, não há como se perder.

Para finalizar, sintetizo com…
Sartre: “Viajar é a melhor escola… É como um súbito distúrbio no padrão. Se eu estivesse partindo em uma viagem, eu deveria escrever notas sobre cada aspecto de mim mesmo antes de partir, assim no meu retorno eu poderia comparar o que eu costumava ser com o que eu passei a ser. Alguns viajantes mudam drasticamente, tanto físico quanto mentalmente, que alguns de seus parentes mais próximos se quer o reconhecem quando estes retornam.

4 comentários

  1. Beautiful


  2. Espetacular o seu post. Certamente uma lição de todos esses escritores e personalidades, Fabio.

    E ainda temos que fazer aquela nossa viagem juntos, hein?


  3. Adorei o post!!!🙂
    Nem todos percebem que viajar traz tremendas mudanças na vida de uma pessoa.

    Parabens. Foi para o Favoritos!


  4. Olá! Estou começando a planejar uma trip que envolverá a Alemanha e Israel e as suas dicas são ótimas.
    Adorei o seu blog.
    Beijos
    Carol



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