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Egito: Luxor

maio 6, 2010

Dizer que Luxor é o maior museu a céu aberto do planeta pode dar uma vaga idéia do que se encontra em um dos lugares mais fantásticos do Egito – e do mundo. É tudo tão majestoso e ainda impressionante, mesmo milhares de anos após ter sido originalmente concebido, e certamente um  lugar inesquecível para quem quer que já tenha um dia pisado neste solo.

Essa é a região do vale do Nilo, um dos trajetos mais belos do rio em todo o país, e embora o lado leste da cidade seja uma parte relativamente moderna e tenha crescido muito rápida e desorganizada, o cenário ainda é magnífico.  O Nilo flue entre a cidade moderna ao leste e a necrópolis e fazendas do lado oeste, com os desfiladeiros de Theban ao fundo. Espalhados entre essa bela paisagem estão os templos de Karnak e Luxor, ao leste, e os templos de Deir al-Bahri e Medinat Habu, a imensa estátua de Memnon e o Vale dos Reis.

A riqueza da região, na antiguidade, era lendária, mas foi só no século 18 que os viajantes europeus redescobriram a região. Desde então Luxor é palco de lendas sobre tesouros e maldições, e muitos peregrinos já passaram pela região, entretanto hoje em dia o visitante apenas corre o risco de se encontrar perdido em uma multidão sem fim de turistas e vendedores locais.

Luxor merece alguns dias. É muito difícil, após ter visto tantas coisas impressionantes ao norte, chegar a Luxor e absorver toda a informação e grandiosidade ao redor. Nos primeiros dias tentei ver o máximo que pude e, rapidamente, fiquei exausto. Tudo bem que o calor de 40 graus (no verão chega a 55), o cansaço da viagem (9 horas de trem, Cairo/Luxor, pela madrugada) e a teimosia dos vendedores locais (que não aceitam “não” e continuam a cobrar 5x mais do que deviam) ajudaram até certo grau, mas a quantidade de histórias, monumentos, detalhes, templos, colunas, estátuas, tumbas, etc que se vê ao redor pode ter um efeito confuso devastador. Depois de alguns dias em Luxor, eu precisava de algo mais simples, viajei para Hurghada – sol e cerveja, e praia.

Dicas

– O Vale dos Reis é muito interessante, mas não espere nada grandioso – ok, você talvez não vá esperar mais nada grandioso se já tiver ido aos templos. Um dos pontos altos do local, eu penso, seja o estado de conservação dos ornamentos e decoração das tumbas. Tente ir o mais cedo que puder, assim que o lugar abrir, o sol depois das 10 acaba com qualquer um. Um guia para o vale é ESSENCIAL!

– Templo de Karnak e Luxor: Não saia de Luxor sem visitar esses dois templos. A Karnak reserve a manhã, novamente vá o mais cedo que puder, o sol depois das 10… já sabe! No Templo de Luxor, no centro da cidade, vá ao fim do dia e não deixe de ver o templo iluminado ao anoitecer.

– Se tiver que escolher entre os templos do West Bank, Medinat Habu é provavelmente a melhor escolha. Se já tiver visto os templos de Karnak e Luxor, prepare-se para não ficar tão impressionado.

– O trem noturno (overnight) de Cairo para Luxor é uma boa pedida. Tickets podem ser comprados na estação de trem Ramses II no Cairo, e é sempre bom comprar com alguns dias de antecedência. Leva em torno de 8 horas, e eu recomendo a viagem na primeira classe – dorme-se bem, tem ar condicionado e a comida é razoável. Custa em torno de 50 euros! (o preço indo para Aswan é o mesmo)

– Se for a Hurghada ou ao Sinai depois de Luxor, fique muito atento aos ônibus. Por razões de segurança, poucos ônibus fazem o trajeto diariamente e são geralmente acompanhados por escoltas policiais, além de estarem sempre lotados. Novamente vale o bom-senso de comprar com alguns dias de antecedência.

– Luxor é, em muitos sentidos, pior que o Cairo e espere ser sempre abordado na rua. Ninguém vai ajudá-lo a troco de nada, e não importa o que te digam, vão estar sempre cobrando PELO MENOS 2x mais, assuma que é 3x e barganhe.

– Finalmente, ao beber cerveja tome a Stella local. A Stella européia custa bem mais caro e nem é tão diferente. O preço da garrafa, no bar, em abril de 2010 era 8 egyptian pounds (ou 1.10 euro).

Por fim, ter viajado o Egito foi uma experiência fascinante. Nunca me senti tão confuso com tanta HISTÓRIA ao meu redor. As pessoas são generosas, porém é muito difícil distinguir quem o faz genuinamente e quem deseja apenas ganho pessoal, por mais que a situação seja ruim e as pessoas o fazem pelo desespero, ninguém gosta de ser enganado.
Eu espero voltar um dia ao país, mas isso pode ser daqui uns 20 anos ou mais. Não é um lugar fácil de se viajar, é preciso muita paciência e, sobretudo, muito conhecimento da história local – e isso leva um bom tempo. E parte da minha boa experiência também se deve a três israelenses que me acompanharam por essa tour no Egito, sem eles parte da diversão não teria acontecido!

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