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Israel: Haifa, Akko e Beit She’an

março 25, 2010

Depois de dias intensos em Jerusalém e Palestina, já era hora de seguir rumo ao norte próximo a fronteira com o Líbano. Aqui meus planos começaram a mostrar as primeiras falhas, por duas razões básicas sendo 1) o fato de que eu tive uma pequena despedida em Jerusalém na última noite e bebi muito mais do que deveria, logo não consegui acordar cedo e 2) o norte de Israel não é tão bem servido por meios públicos de transporte e tornou-se inviável ir a certos lugares considerando o pouco tempo que eu tinha em mãos.

Mas finalmente, coloquei meus pés em Haifa, cidade de 270 mil habitantes, com população mista de árabes e judeus, um bom exemplo de coexistência pacífica na região. Uma surpresa para muitos é que a maioria dos árabes da região são cristãos, enquanto os judeus tem origem na Rússia. A cidade é o principal porto do país e foi construída nas encostas do Monte Carmelo, o que em termos práticos significa que o viajante vai ter que usar bastante transporte público para se movimentar pelas ruas sinuosas que em zigue-zague sobem pelo Monte Carmelo. Uma das áreas mais bonitas da cidade é conhecida como German Colony e abriga alguns dos melhores bares e restaurantes, e de lá a visão dos Jardins e santuário Baha´i é impressionante – alias, sendo este, o cartão postal mais conhecido da cidade.

A partir de Haifa, Akko fica a apenas 30 minutos de trem ao norte. Akko é uma das cidades medievais melhor conservadas do mundo, e não deveria ser o primeiro destino em Israel pois vai fazer com que as ruínas encontradas em outros cantos do país pareçam um tanto chatas. Essa é a Acre dos Cruzados e a capital do Reino da Palestina, onde recebeu carregamentos de Amalfi, Genova, Pisa e Veneza, e entre ilustres convidados estiveram Marco Polo e Napoleão. É impossível não amar a pequena cidade ao andar por suas alamedas estreitas e centenárias estruturas que continuam sendo utilizadas tanto como moradia de muitos quanto para o comércio. Uma visita a cidade não está completa sem saborear um sanduíche no “Hummus Said” que, de acordo com a população do norte de Israel, é o melhor do país.

No caminho para a fronteira foi a hora de parar em Beit She’an, pequena vila no extremo leste de Israel. A atração principal é um dos maiores sítios arqueológicos do país, que inclui um anfiteatro romano muito bem preservado. Acredita-se que a cidade era muito imjportante durante o domínio do Império Romano e as ruínas da antiga cidade, apesar de não refletir nem 1/3 do que historiadores acreditam que fosse, são impressionantes.

Dicas

– Em Haifa, fique muito atento a partida dos ônibus entre cidades. Há três centrais de ônibus e não há um padrão muito claro entre elas. Eu parei na estação errada e tive que ficar mais 40 minutos dentro de um ônibus local para chegar no lugar certo para, então, ir para onde eu queria.

– A estação de trem/ônibus de Akko fica há 2 kms da cidadela, e embora exista um ônibus local que faça a conexão, eu recomendo muito uma caminhada pela orla até a cidade velha. A vida é devagar em Akko.

– Se decidir cruzar fronteira com a Jordânia pelo Rio Jordão, a leste de Beit She’an, prepare-se para a dor de cabeça. Primeiro que não há transporte público até lá, então é preciso um taxi. Ao chegar na fronteira leva-se tempo para os oficiais israelitas checarem os documentos, depois é preciso pegar um ônibus por apenas 500 metros que, basicamente, cruza uma ponte. Daí é hora de encarar a imigração da Jordânia que, alias, é a parte mais rápida. Parece simples não? O processo todo levou 5 horas!

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